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Alcatel-Lucent teme perder receita devido a parceria de teles

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A parceria entre as operadoras TIM e Oi para construir uma rede única de quarta geração de serviços móveis (4G) no Brasil, conforme antecipado pelo Valor no mês passado, poderá afetar as vendas da Alcatel-Lucent na América Latina, segundo afirmou o presidente da Alcatel-Lucent no Brasil, Jonio Foigel.

Ao lado de Ericsson e Nokia Siemens, a Alcatel-Lucent é fornecedora da Oi para a rede 4G. Pelo acordo entre as teles, a Oi vai instalar a rede 4G em metade das cidades previstas em 2013, e TIM nas demais. Segundo apurou o Valor, essa divisão pela metade poderá influenciar na desaceleração do crescimento da Alcatel-Lucent na América Latina.

“Crescemos 17% no ano passado na América Latina e, neste ano, vamos crescer 6%”, afirmou o presidente da Alcatel-Lucent para a América Latina, Osvaldo Di Campli. Ainda assim, segundo o executivo, o percentual previsto para este ano representa o dobro da evolução estimada para a indústria de infraestrutura de rede de telecomunicações nos países da região. “Estamos ‘tomando’ mercado dos nossos concorrentes”, disse Di Campli, referindo-se à Nokia Siemens e Ericsson. “Os suecos [Ericsson] se mantiveram estáveis na América Latina e os finlandeses [Nokia Siemens] registraram queda de 6%”, disse.

Segundo Di Campli, a América Latina vem crescendo há nove trimestres consecutivos, a despeito dos resultados negativos da Alcatel-Lucent mundial. Em 2012, a multinacional francesa registrou prejuízo de € 1,37 bilhão (frente a uma perda de € 31 milhões em 2011) e teve queda de 5,8% nas vendas, para € 14,45 bilhões. A região líder em vendas é a América do Norte (40%), seguida por Europa (27%) e Ásia Pacífico (17%), enquanto América Latina, Oriente Médio e África respondem por 16%.

Os resultados financeiros levaram à demissão do principal executivo da Alcatel-Lucent, o holandês Ben Verwaayen, que estava no comando da empresa desde 2002. O novo presidente, que assume em 1º de abril, é o francês Michel Combes, que era o principal executivo da Vodafone na Europa.

Com fama de cortar custos nas empresas, Combes terá a missão de implantar o plano de reestruturação anunciado pela Alcatel-Lucent em setembro. Segundo o programa da companhia, a meta é enxugar € 1,25 bilhão em custos e demitir 5,5 mil funcionários ao redor do mundo, inclusive 30% do corpo executivo, afirmou Di Campli. “Ainda estamos estudando como essas medidas vão afetar a América Latina”, disse.

A parceria de infraestrutura entre as operadoras de telecomunicações no Brasil poderá acelerar a estratégia da Alcatel-Lucent para se tornar cada vez mais uma consultoria para as teles, em vez de apenas fornecer tecnologia e equipamentos.

“É muito difícil uma operadora investir em três redes ao mesmo tempo [2G, 3G e 4G]“, disse Foigel. “De certa forma, é natural que as operadoras estejam nesse movimento [de compartilhar].”

Foigel refere-se não só à iniciativa da TIM e da Oi de construir uma única rede móvel com a tecnologia de 4G Long Term Evolution (LTE), mas também à disposição da Telefônica/Vivo de buscar a Claro para compartilhar a faixa de frequência, conforme antecipado pelo Valor na segunda-feira.

Antes mesmo de assinar o contrato de fornecimento da rede LTE com a Alcatel-Lucent, em outubro, a Oi havia informado a fabricante da possível parceria com a TIM. Foigel disse que, em um primeiro momento a receita cairá pela metade, o que poderá ter impacto, inclusive, sobre os resultados da empresa neste ano.

“Mas existe uma série de oportunidades. Vamos passar a ter referência com a TIM [que em 4G é atendida por Ericsson, Nokia Siemens e Huawei]“, disse Foigel. “Há uma série de aplicativos de serviços que precisam ser adquiridos pela operadoras e agora temos a chance de fornecê-los para a TIM.” A ideia é oferecer também metrocélulas – conceito lançado pela Alcatel-Lucent para complementar a cobertura das redes e que se refere a pequenas estações radiobase.

As primeiras metrocélulas serão fornecidas ao mercado brasileiro no terceiro trimestre deste ano. São aparelhos que podem ser instalados em fachadas de prédios e postes de luz, por exemplo, ocupando pouco espaço. “Estamos fazendo testes com todas as operadoras”, disse Foigel.

A iniciativa de trabalhar mais próximo das teles e procurar atender as suas necessidades específicas, é uma tentativa da Alcatel-Lucent de recuperar o mercado perdido por não ter investido em 3G. “A demanda pelo serviço [3G] surgiu bem na época da nossa integração com a Lucent e não pudemos acompanhar o interesse do mercado”, afirmou Foigel. Hoje, a história é diferente, garante o executivo. “Nossos clientes passaram a orientar o nosso desenvolvimento. É quase um processo de cocriação”.


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Ericsson y VMware se asociaron por 5 años para implementar redes virtualizadas

Dinorah Navarro

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Ericsson y VMware se asociaron por 5 años para ayudar a los proveedores de servicio para implementar redes virtualizadas.

Los dos proveedores han colaborado desde 2012, la alianza incluye colaboración técnica y pruebas de interoperabilidad en la red virtual, soluciones de facturación y cobro, automatización y orquestación con la plataforma vCloud NFV de VMware.

Ambas compañías han invertido en un laboratorio de certificación, en el cual se probará y verificará la interoperabilidad de los servicios de red NFV de Ericsson y la plataforma VMware vCloud NFV.

Ericsson y Vmware dicen que tienen más de 50 proveedores de servicios que ejecutan redes móviles de producción con Ericsson NFV en la plataforma vCloud NFV.

Vodafone Group es uno de ellos y ha trabajado en conjunto con Ericsson y VMware durante varios años, implementando las funciones de red virtual de Ericsson, el controlador de políticas IMS junto con otras funciones de red virtual de Ericsson en la plataforma VMware vCloudNFV.

En 2017, durante el Mobile World Congress, VMware lanzó su vCloud NFV 2.0, que incluía vCloud Director, un conjunto de herramientas de análisis vRealize y la distribución OpenStack de VMware conocida como VMware Integrated OpenStack (VIO), además la compañía agregó SD-WAN a su plataforma de virtualización de telecomunicaciones.

La plataforma de telecomunicaciones NFV de Ericsson también opera aplicaciones en contenedores y aplicaciones e infraestructura nativas de la nube.

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Cuentas de dinero móvil aumentaron 20% en todo el mundo en 2018: GSMA

Margarita Cruz

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Barcelona. A finales de 2018, existían más de 866 millones de cuentas de dinero móvil registradas a nivel mundial, 20 por ciento más que en 2017, revela la GSMA.

Durante el Mobile World Congress en Barcelona, la GSMA presentó su octavo Informe anual del estado de la industria sobre el dinero móvil, el cual reveló que los proveedores de dinero móvil procesaron 1.3 mil millones de dólares en transacciones por día el año pasado en 90 países.

La investigación encontró que, para ejecutar la visión de construir una plataforma de pagos móviles, los proveedores de dinero móvil deberán enfrentar una serie de desafíos organizacionales y tecnológicos.

La GSMA agrupó estos aspectos en cinco pilares fundamentales: establecer acceso plug-andplay al sistema de dinero móvil, gestionar el cambio organizacional e introducir nuevos modelos de negocio, optimizar la experiencia del usuario y la interfaz del usuario, permitir que terceros desarrollen nuevas relaciones a través de la interfaz y adoptar un enfoque personalizado para el diseño de productos.

“Abordar los cinco pilares fundamentales (…) ayudará a los proveedores a hacer este cambio, facilitando un compromiso más profundo con individuos y empresas al ofrecer una experiencia sin fricciones”, señala el informe.

La cantidad de cuentas que serán reforzadas por la reforma reguladora de 2018 en Egipto, Etiopía y Nigeria podría provocar “una ola de adopción” que podría agregar 110 millones de usuarios de dinero móvil en los próximos cinco años, explicó la GSMA.

El informe mostró que se logró “mejorar la experiencia del cliente” en muchos mercados mediante una mayor adopción de teléfonos inteligentes y la expansión de la interoperabilidad del dinero móvil, además de que ha habido una mayor diversificación del ecosistema de pagos.

La investigación descubrió que los operadores que proporcionaban crédito, ahorros o seguros informaron que 46 por ciento de los clientes utilizaban activamente dinero móvil, en comparación con las tasas de actividad de 26 por ciento para los proveedores sin ofertas adicionales.

“La industria del dinero móvil está evolucionando rápidamente en un contexto de creciente acceso a Internet y adopción de teléfonos inteligentes, y ahora más que nunca, la escala global sin paralelo de los dispositivos móviles brinda una oportunidad tremenda para llegar a los 1.7 mil millones de personas que siguen excluidas financieramente”, dijo Mats Granryd, director General de la GSMA.

Sin embargo, no todos los desarrollos informados por la GSMA fueron tan positivos, ya que algunos mercados introdujeron una regulación cada vez más compleja durante el periodo, explicó Granryd.

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Sutel analizará la venta de activos de Telefónica a Millicom

Itzel Carreño

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La Superintendencia de Telecomunicaciones (Sutel) de Costa Rica anunció que iniciará el análisis técnico para definir si la venta de las operaciones de Telefónica en el país a la empresa Millicom International Celular (Tigo) cumple con lo establecido en la Ley General de Telecomunicaciones.

“Como reguladores del mercado de las Telecomunicaciones, tenemos la obligación de velar por el interés del usuario y garantizar la continuidad del servicio a los clientes de Movistar”, explicó Gilbert Camacho, presidente del Consejo de Sutel.

La Ley General de Telecomunicaciones 8642 establece en el artículo 20:  

Las concesiones pueden ser cedidas con la autorización previa del Poder Ejecutivo.

Al Consejo (Sutel) le corresponde recomendar al Poder Ejecutivo si la cesión procede o no.

Para aprobar la cesión se deberán constatar como mínimo los siguientes requisitos:

  • Que el cesionario reúne los mismos requisitos del cedente.
  • Que el cesionario se compromete a cumplir las mismas obligaciones adquiridas por el cedente.
  • Que el cedente haya explotado la concesión por al menos dos años y haya cumplido las obligaciones y demás condiciones fijadas para tal efecto en el contrato de concesión.
  • Que la cesión no afecte la competencia efectiva en el mercado. Autorizada la cesión, deberá suscribirse el respectivo contrato con el nuevo concesionario.

La semana anterior, Millicom International Cellular, que opera bajo la marca Tigo, anunció la compra de activos de telefonía móvil de la española Telefónica en Panamá, Costa Rica y Nicaragua por mil 650 millones de dólares.

En Costa Rica, Movistar cuenta actualmente 2.4 millones de suscriptores, que representan una cuarta parte del mercado celular.  

La red 4G cubre 85 por ciento de la población.

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